Mudanças…

6 04 2008

Ontem foi interessante…Até o momento nunca tinha percebido como a vida de minhas amigas se modificou. Talvez por morar em outra cidade, ou talvez por querer que elas sejam pra sempre aquelas que comigo, tocavam o terror dos professores nos tempos de colégio. hehehe

Uma das minhas bests, que sempre estarão comigo até o fim, mesmo que eu vá morar na África; Priscila,  engravidou meio no susto no ano passado – ela já era noiva há dois anos e meio, graças a mim que a forçei a voltar a falar com o homem que hoje é seu marido :) – estava num relacionamento estável e pá. Mas bem que podia esperar se formar e fazer tudo na tranquilidade – como eu assim pretendo – mas Laura chegou, e como dizem alguns, chegou chegando.

Desde o parto, que foi em janeiro, não tinha tido tempo de ir visitá-la com calma e eis que agora, três meses depois apareci. Comprei as duas com um presentinho lindo, aí todas me perdoaram. hihihi

Mas assim que cheguei na casa de Déborah (outra das queridonas do colégio), vi que não era mais a mesma Priscila. Com um olhar diferente ninava sua filha, que tinha acabado de dormir. E olhou pra mim com a maior cara de experiência e disse: “Lívia, é só pegar a manha que o resto é tranquilo”. E essa frase me deixou tão orgulhosa! Orgulhosa da minha amiga que enfrentou essa barra e hoje diz que é moleza, enquanto um monte de mulheres ficam morrendo dizendo que NUNCA teriam tido filhos se imaginassem o trabalho que eles dariam. Essas idiotas… tão preocupadas com si mesmas não têm a serenidade que eu vi, tão explicita em Priscila, da altura de seus 21 anos.

Com isso vi que tudo tinha mudado. Não somos mais as mesmas, com excessão da minha mania de Sorine e a preguiça invencível de Déborah, que já nesse ano se torna enfermeira. Nossos planos não poderiam ser mais diferentes: Nossa querida mãe está mais do que satisfeita, Déborah ainda não sabe onde fará sua especialização ( mas vai brincar a micareta esse ano, veja só) e eu, bom, eu quero ganhar o mundo e voltar pra ficar bem quietinha perto do meu maridão (Davi! Davi!) e dos meus.

Apesar de vidas tão díspares, não há um só momento em que eu duvide do apoio destas mulheres, que se tornaram tão importantes ao longo da minha vida, em quem frequentemente penso e envio boas vibrações de onde estiver.

Que venham mais mudanças, filhos, casamentos, empregos e felicidade. Afinal, a gente vive pra se cair e dar a volta por cima mesmo, mas mantendo a elegância por favor!


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